Walquiria apostou na reeducação alimentar proposta pela medicina ortomolecular. O consumo de carboidrato foi limitado por três meses – somente verduras, legumes e frutas foram liberados. “Priorizamos os alimentos mais nutritivos e menos calóricos”, diz o nutrólogo Daniel Marchiotti, de Maringá (PR).
As refeições tinham quantidades e horários exatos. “Conforme anoitece e o metabolismo fica mais lento, o tamanho das porções deve diminuir para o organismo não estocar energia em forma de gordura”, fala o especialista. Para fazer a lição de casa direitinho, ela até comprou uma balança para pesar os alimentos e acertar na dose. “Quando não seguia as recomendações, a dieta não fazia tanto efeito. Foi aí que percebi a importância de comer na medida certa”, lembra.
O cardápio incluía pão de linho, leite de soja, um chá e uma fruta no café-da-manhã; muitos vegetais crus e uma porção de carne (de vaca, peixe ou frango) no almoço e no jantar; uma fruta com casca no lanche; e um suco de fruta ou um chá na ceia. “Indico algumas frutas com casca para aumentar a quantidade de fibras no organismo e estimular o funcionamento do intestino”, explica Daniel.
Três meses depois, ela conseguiu atingir o seu objetivo: eliminar 18 quilos. Na seqüência, incluiu os carboidratos integrais no cardápio, mas adotou um shake no jantar e continua firme nos chazinhos e frutas na ceia. Hoje, quatro meses depois, ela perdeu mais 3 quilos.