Um dia, passeando na praia com ele, ouvi alguém me chamar de gorda. Fiquei péssima e ali decidi que nunca mais passaria por aquilo. Comecei a caminhar uma hora e meia no calçadão de Santos, onde moro, três vezes por semana, a fazer drenagem linfática e adotei tudo aquilo que a gente sabe que deve fazer para emagrecer: comer de três em três horas, pôr mais salada no prato, cortar gordura, sal e maneirar no doce. Em três semanas, percebi uma grande diferença no espelho e nas roupas, porque boa parte do meu peso era inchaço devido à retenção de líquido. Em oito meses, cheguei aos 74 quilos de antes e consegui entrar de novo no jeans que eu mais amava e que não usava há anos. A partir daí, voltei a comer de tudo, só reduzindo as porções. Em menos de um ano, alcancei os 68 quilos. Troquei as roupas pretas de antes – dizia que era a minha cor preferida só porque disfarçava o meu tamanho – pelas brancas e coloridas. Sei que não sou magrinha, mas estou feliz. O principal, porém, foi aprender o que e quanto posso comer sem virar escrava da dieta.
Troque e ganhe
Thaís descobriu que mudar pequenos hábitos faz uma grande diferença para eliminar os quilos a mais. Inspire-se nela.
. Na hora do lanche, substituí salgados e biscoitos calóricos por um sanduíche de pão integral com queijo branco e peito de peru, que sustenta sem pesar.
. À noite, o jantar completo deu lugar a um prato generoso de salada.
. Refrigerante também não entra mais em casa: no lugar, tomo água, chá e suco de fruta.
. Troco o doce por uma barra de cereais com chocolate diet ou um iogurte light com um punhado de granola.